A Sala de Situação é uma ferramenta fundamental do Sistema de Alta Direção, para que o dirigente político possa avaliar com precisão e rapidez as ações do seu plano estratégico de campanha, tomar as decisões necessárias e monitorar o resultado destas deliberações.

ORIGENS

O conceito de Sala de Situação foi desenvolvido a partir da experiência da condução militar em tempos de guerra. Na estratégia militar surge a necessidade de compatibilizar duas situações aparentemente contraditórias: o calor do campo de batalha com a necessidade de frieza na análise tático-estratégico e a tomada de decisões. Para enfrentar esta contradição, há muitos anos surgiu o conceito de sala de guerra.

PRINCÍPIOS BÁSICOS

  • Isolamento da Tensão Situacional: garante serenidade e frieza necessárias para o adequado processamento e análise da situação;

  • Monitoramento em Tempo Eficaz: garante que as informações cheguem a tempo de informar e evitar a desinformação. No extremo, em determinadas situações de crise, o monitoramento em tempo eficaz pode ser insuficiente, sendo necessário o monitoramento em tempo real, ou seja, o fato acontece e a informação está disponível imediatamente, sem atraso.

 

O conceito de Sala de Situação é aplicado para dois momentos bem diferenciadas do processo eleitoral:

  • Situações normais, e;

  • Situações de crise;

OPERAÇÃO

Para entender como uma Sala de Situação opera, pode-se tomar como exemplo a campanha presidencial americana de 2012 de Barack Obama, numa matéria escrita no site wwwa2ad.com.br[1] –

 

[1] http://www.a2ad.com.br/blog/profissionais-que-trabalharam-na-campanha-de-obama-falam-sobre-o-trabalho-realizado/

“Neste ano, diferente da campanha de 2008 inteligência de comunicação não foi adotada por segmento de cultura, mas com base em inteligência de dados. O brasileiro Ricardo Cappra, um dos estrategistas digitais das campanhas de 2008 e 2012 explica que, para isso, foi montada uma área chamada The Cave (A Caverna), que era o centro de inteligência de dados que alimentava toda a estratégia de comunicação da campanha. 12 pessoas passaram 60 dias morando nesse local, isoladas, tendo acesso a todo tipo de dados e o que eles filtravam dali direcionava toda a campanha.

 

Na prática, essa turma reportava para uma equipe de quatro pessoas – da qual Ricardo, dois americanos e um russo faziam parte – todas as informações mineradas a partir dos dados. Eles entendiam o que estava acontecendo em uma região e então sugeriam uma ação para os estrategistas da campanha. Tudo isso, vale ressaltar, em tempo real.

Assim foi possível, por exemplo, prever com 15 dias de antecedência que o desempenho de Obama no primeiro debate não seria satisfatório, permitindo que a equipe planejasse uma ação on-line, que foi ao ar uma hora depois do programa.